O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira, deve abrir nesta quinta-feira (31), às 10h, no Salão Negro do Congresso Nacional, a exposição As Fallas do Throno, parte de um conjunto de quatro exposições previstas para 2017 e 2018 produzidas pela Secretaria de Gestão e Documentação do Senado, em parceria com o Museu Nacional do Conjunto Cultural da República. Serão expostos 73 manuscritos originais de discursos feitos na abertura e no encerramento das sessões legislativas da Assembleia-Geral na época do Império, entre 1826 e 1889.
A mostra estará aberta a toda a comunidade, com atenção especial a alunos, a partir do 6º ano, de escolas públicas e privadas. A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, ressalta que a exposição é uma oportunidade de conhecimento dos registros da história política e social do Brasil.
— A exposição destacará as temáticas debatidas nos discursos e suas repercussões. Teremos também uma réplica da Lei Áurea, da qual o Senado é o depositário principal e detém o texto original — afirmou a diretora.
Ilana considera a iniciativa uma oportunidade para que os visitantes conheçam ainda mais desse período da história do Brasil — o contato que geralmente se dá por séries de televisão e livros didáticos pode acontecer por meio do material da exposição. Os interessados poderão ver os documentos de quintas a segundas-feiras, durante as visitas guiadas ao Congresso.
Memória do Mundo
A chefe do Serviço de Arquivo Histórico, Rosa Vasconcelos, informou que o acervo de As Fallas do Throno, foi inscrito no programa Memória do Mundo, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Ela explica que esse registro para documentos da Unesco equivale ao tombamento de cidades como Patrimônio Cultural da Humanidade, trazendo para o Senado a obrigação de conservar os itens expostos e promover sua divulgação.
Juntamente com Antônio Barbosa, consultor legislativo aposentado do Senado e professor de história, Rosa Vasconcelos responde pela curadoria da exposição. O acervo já foi exposto anteriormente no Museu do Senado.
Estética e didática
Antônio Barbosa, que leciona história contemporânea na Universidade de Brasília (UnB), chama atenção sobre alterações promovidas na exposição das Fallas do Throno.
— A exposição agora vem com algumas modificações que incluem novos textos de apresentação, com ênfase na obtenção do título “emória do Mundo e que contextualizam o visitante para a importância desse registro da Unesco — salientou o professor, que atualmente trabalha como servidor voluntário da Casa.
Barbosa observou que dois objetivos precisam ser cumpridos quando uma instituição como o Senado se propõe a realizar uma exposição. O primeiro diz respeito ao aspecto artístico e estético, que está sendo assumido pelo Museu da República, responsável por todo o projeto expográfico. O segundo se refere ao caráter didático, que, segundo o historiador, foi bastante explorado nessa segunda versão de As Fallas do Throno, pelo esforço de produzir textos curtos a fim de informar e não confundir os visitantes, além da seleção criteriosa do material disponível.
Mobiliário
A equipe do Serviço de Museu do Senado Federal foi responsável por separar as peças para organizar a montagem dos cenários onde estão expostos os documentos. O chefe do serviço, Alan Silva, conta que o Museu do Senado guarda alguns dos itens que compõem a exposição, como móveis e utensílios do Palácio Conde dos Arcos, antiga sede do Senado no Rio de Janeiro.
— Nosso trabalho recompõe todo um ambiente de época, a fim de que a exposição seja atrativa e não fique árida. Estamos levando para As Fallas do Throno lustres e cadeiras utilizados por dom Pedro I, princesa Isabel e príncipes regentes — adiantou Alan.
Fonte: Senado Federal (http://www12.senado.leg.br/noticias/temas/justica/pagina/1)
