A CPI dos Maus-tratos vai ouvir, na próxima quarta-feira (4), às 14h30, o curador e escritor Gaudêncio Fidélis. Doutor em História da Arte pela Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, Fidélis foi curador da mostra QueermuseuCartografias da Diferença na Arte Brasileira.

A mostra foi aberta no Santander Cultural, em Porto Alegre (RS), no dia 15 de agosto, onde devia permanecer até 8 de outubro, mas foi cancelada em virtude do protesto de frequentadores, que identificaram na exposição apologia à pedofilia e ao abuso sexual de crianças e adolescentes e à zoofilia.

Na quinta-feira (5), às 10h, a CPI vai ouvir mais quatro depoimentos. Entre os convocados está a dona de casa Luana Batista dos Santos, que mora em Senador Canedo, região metropolitana de Goiânia (GO). Conforme a justificativa do senador Magno Malta (PR-ES), Luana dos Santos espancou seu filho de 7 anos, filmou as marcas deixadas pelo espancamento e enviou as imagens para o pai do menino, que mora em Araguaína (TO).

A mãe ainda teria ameaçado matar a criança. As imagens foram postadas nas redes sociais, provocando reação e indignação na sociedade. A agressora foi presa no último dia 19 de setembro e o filho entregue ao pai.

A CPI foi criada para investigar as irregularidades e os crimes relacionados aos maus-tratos a crianças e adolescentes no país. Autorizada a funcionar até o dia 22 de dezembro, a comissão tem o senador Magno Malta como presidente e o senador José Medeiros (Pode-MT) como relator.

Fonte: Senado Federal (http://www12.senado.leg.br/noticias/temas/justica/pagina/1)